18 de dez de 2012

Bad Girl - Capítulo 2

Oi gente =3
Eu vim postar Bad Girl, porque eu consegui adiantar o capítulo.
Eu pensei que iria demorar, mas acho que aconteceu um milagre e eu não fiquei com minha preguiça mórbida. Pois é, aproveitem o segundo capítulo *-*


Capítulo 2 - Ops, esbarrei em você.

Saí da sala onde havia acontecido na entrevista ainda com as pernas bambas. É, pode-se dizer que foi uma experiência e tanto, daquelas que se registra em um diário. No meu caso, eu teria que acrescenta-la na lista de missões em andamento. Sorri para Simon, que me esperava na sala ao lado. Ele estava com uma expressão um pouco risonha.
— Eles aceitaram ter você como estilista? — Eu assenti sorrindo. Simon me mostou um sorriso. — Fico feliz que eles tenham escolhido uma menina como você, digo... Você parece confiável e acredito que desenhe boas roupas. Então, não me decepcione, estou contando com você, tudo bem?
Mesmo sentindo como se alguém me esfaqueasse, eu assenti, com um sorriso um pouco forçado.
Simon disse que confiava em mim e eu iria decepciona-lo , e saber disso era horrível. Porém, é algo que eu teria que eu teria que aturar, por um bom tempo, pelo menos até alguém descobrir minha verdadeira identidade. Simon me passou as instruções que eu precisava, disse-me o horário que eu teria que chegar, o que eu precisava fazer, o estilo de roupa que cada um gostava e onde um poderia colocar os figurinos já prontos. Após estas instruções, eu fui liberada. Resolvi me distrair um pouco, mesmo sabendo que no outro dia teria que acordar cedo para ir á caminho do meu novo trabalho.
Fui andando sem rumo, procurando alguma loja ou alguma outra coisa que me distraísse. Um turbilhão de pensamentos negativos tomavam conta de minha mente. Eu não me sentia preparada psicológicamente para tudo isso, precisava de um tempo para me organizar e colocar meus pensamentos no lugar.
"Tudo bem, Kelsey. Você não tem escolha, tem que fazer isso, encare como uma experiência. Você pode obter sucesso, porém se não o fizer, pode até ser presa." Eu pensava, tentando me organizar. "Não se envolva emocionalmente com nenhum deles, sem amizades, sem nenhum tipo de sentimento... Principalmente amor."
Continuei andando, pensativa. Sem rumo, eu caminhava pela calçada, ainda na mesma rua do estúdio. Olhei para baixo e ví meus pés em movimento, com meus saltos dificultando um pouco esse processo. Andando distraída, observando meus pés fazerem o que eles já estavam acostumados a fazerem, nem percebi o garoto lindo que caminha na minha direção, também distraído. Nos esbarramos e finalmente saímos de nossos devaneios. Ao erguer os olhos, percebi que era Zayn, o mesmo garoto que havia incentivado os outros meninos a me contratar. Eu sorri sem graça.
— Desculpa, você tá bem? — Ele disse, um pouco preocupado.
— Sim, obrigado. E a propósito, obrigado por me ajudar na entrevista. — Eu sorri, tentando ser simpática. — Eu vou fazer o meu melhor para não decepcionar vocês.
Ele esbouçou um sorriso lindo, fazendo eu sorrir ainda mais.
— Muito bem... Você se chama Kelsey, não é mesmo? — Eu sorri e assenti. — Eu tenho que ir, só vim dar uma respirada antes do ensaio e já fui asseadiado por algumas fãs.
— É por isso que eu agradeço por não ser famosa. — Ele gargalhou e eu o acompanhei. — Enfim, até Zayn.
— Tchau, Kelsey. — Acenou e caminhou em direção ao estúdio.
Eu tinha que adimitir, Zayn era lindo. Porém, acho que não é um garoto para mim, garotos fofos fazem o meu estilo. Eu sempre me atraí mais por garotos fofos, que não tinham vergonha de demostrar o que estava sentindo, que não tinham vergonha de chorar na minha frente. Apesar de ser uma ladra, eu ainda tinha sentimentos amorosos, ainda me apaixonava. Mas sempre dava errado.
Eu me recordo quando namorei um garoto no meu colégio e ele me largou para ficar com uma líder de torcida, nem me pergunte o que aconteceu com a minha autoestima. Também lembro de quando namorei um garoto que só estava comigo por minha aparência, eu só servia para ser apresentada aos amigos como "a namorada gata", uma relação sem carinho, sem amor. Eu nunca dei sorte no amor.
Cansada de andar, liguei para Rony para que viesse me buscar o mais rápido possível e sentei-me em um banco de praça, afastado do estúdio. A brisa remexia meu cabelo e o barulho do vento nas folhas das árvores me acalmava. Inclinei minha cabeça para trás, fechando os olhos e relaxando. Pensei em como o que eu iria fazer era errado e em como eu queria desistir. Mas eu não podia, tinha que continuar nesta maluquice até obter algum resultado.
Após os vinte minutos mais longos da minha vida, um carro apareceu em frente á praça e buzinou. Eu me dirigi para o carro, abri a porta e entrei resmungando o quanto Rony estava atrasado. Ao finalmente olhar para o lado, vi Natasha com uma expressão reprovadora.
— Desculpe a demora, Kells. Eu me arrumei para vir te buscar, na esperança de encontrar com algum daqueles deuses gregos, mas você resolve vir para esta praça. — Revirou os olhos. — Vamos para casa, preciso saber todos os detalhes.
— Na verdade, antes de irmos para casa eu preciso fazer uma coisa. — Disse, determinada.
— Ah, nem pensar, Kelsey. — Resmungou, revirando os olhos. — Se você quer me arrastar para o aquário novamente para ver tartarugas...
— Eu não quero ir para o aquário, Tasha. — Interrompi. — Quero que me leve até a casa de Anna.
— Anna?! Aquela sua amiguinha do ensino médio? — Disse, com uma careta. — Vocês ainda conversam? Pensei que não tivesse muitos amigos.
— E não tenho, meus amigos são você, Rony e Anna. Eu ainda vou com ela para algumas baladas, conversamos pela internet, por telefone. — Suspirou. — E eu me sinto bem falando com ela, porque... Ela sabe quem eu sou de verdade, sabe o que faço. Então, não preciso me preocupar em deixar alguma informação sobre isso escapar, eu confio nela.
Natasha respirou ruidosamente, parecendo séria. Até o momento que começou a falar novamente. 
— Qual é, Kells?! Eu também sou sua amiga, sei do seu segredo e te conheço a mais tempo que essa garota. — Disse fingindo estar magoado e me fazendo rir. — Você prefere falar com ela apenas por ela ser mais nova que a velha Tasha aqui, não é?! Confessa.
— Claro que não, Natasha. — Eu gargalhei. — Eu só quero vê-la, ver se esta tudo bem e quem sabe chama-la para sair hoje, já que amanhã não poderei me divertir durante a noite, pois terei que trabalhar.
Fomos á caminho da casa de Anna, que era um pouco afastada do centro da cidade. Aturar Natasha reclamando sobre o quanto estava magoada não foi fácil, mas eu suportei e chegamos á casa de Anna sem que eu desse um soco em Natasha. Desci do carro e apertei a campainha, esperando ansiosamente para ver Anna outra vez.

2 comentários:

  1. Pois não pequena, já estou seguindo ! Gostei do blog (: http://estranhaadolescenciaa.blogspot.com.br/

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